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Post mortem

Post mortem

09
Jul17

A ironia de te perder para me encontrar.


O meu amor por ti é o sentimento mais bonito que tenho em mim. As nossas memórias são a moldura da vida mais bonita que existe, mas neste momento estão revestidas com o açúcar mais amargo.

 

Lembro-me de quando o teu sorriso era o meu despertador e o teu abraço a minha canção de embalar. Lembro-me desse abraço que tanto me faz falta e que é(ra) a minha melhor morada, lembro-me de ti, cada vez que respiro.

Alguém um dia escreveu que o amor é fodido. Na verdade, acho que fodida é a dor, que nos obriga a viver como não queremos e não gostamos, que nos obriga a olhar dentro de nós para procurar os monstros que por vezes somos.

 

Dói-me todos os dias ter-te perdido. Dói-me a cada instante ter-te perdido com aquele que parece ser o propósito de me encontrar. Perdi-me por aí, enquanto te amava. Não me censures: és o contratempo mais feliz. Perdi-te, creio eu, para que pudesse moldar-me e descobrir-me de novo. Perdi-te e ainda não aprendi a viver com isso. Talvez nunca aprenda, apenas me habitue.

 

Lembro-me do teu amor, do meu amor, do nosso amor. Lembro-me de querer casar contigo, de querer uma família e um lar, tudo contigo. Lembro-me de pensar em ti quando não estavas e sentir todo um mundo a correr-me até ao peito.

 

Onde estás tu meu amor? ainda te lembras de mim?

 

Quero tudo isto ainda. Quero um dia poder fazer voar uma fita na cauda de um avião, dizendo que te amo e que me quero casar contigo. Será que aceitarias? Será que um dia, as nossas vidas se possam cruzar de novo para nos mostrarmos mutuamente que o nosso amor não era uma brincadeira? Talvez não o tenha mostrado da melhor forma, talvez não to tenha feito sentir todos os dias, mas eu amo-te.

 

Acabou. Mas tu ainda não morreste em mim (possivelmente nunca morras).

 

Sempre to disse, e continuo a acreditar: um dia vou mostrar-te que o para sempre existe, e que não tem de ser assustador.

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