Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Post mortem

Post mortem

26
Jul17

Se fores, eu espero.


A vida é tão engraçada. Mesmo quando (te) perco, ganho tanto.

 

Perdi o amor da minha vida para ganhar o amor próprio que andava escondido. Perdi o teu carinho e o teu abraço, para ganhar uma família que não é minha. Ganhei duas tias que me tratam como se lhes partilhasse o sangue. Ganhei um sobrinho que consegue dar-me esperança numa vida feliz cada vez que me chama tia.

 

Tenho aprendido tanto neste buraco onde me deixaste. Tenho entendido que quem ama, não nos tenta mover do caminho que queremos para nós. Por isso, meu amor, segue esse caminho que queres percorrer, mas por favor, certifica-te que é isso mesmo que queres. Não te vou mover, não te vou dissuadir. Mas vou estar, sem que te apercebas, no fim dessa estrada que vai dar ao nada para te ouvir e te apoiar. Porque podes não o saber agora, mas vou ser o teu porto-seguro, o teu porto de abrigo sempre que precisares. Sou aquela que nunca te vai virar costas nem deixar sozinha.

 

Aprendi que a mágoa, a dor, o rancor, são coisas tão insignificantes perto daquilo que te sinto. Não vou deixar a tristeza ganhar, não vou deixar a saudade viver comigo e em mim. Vou viver de amor, como amor, com o meu e com o que tenho pelo mundo, e com o teu guardado numa gaveta no coração.

 

Volta quando quiseres, pois este amor será sempre teu, esta amizade será sempre tua. Volta quando quiseres, porque não deves passar por nada sozinha e porque a minha missão é cuidar de ti, mesmo que à distância e sem tu saberes.

 

Vai, segue o teu caminho. Eu estou no fim dele.

 

“Onde é que vais? Espera por mim. (...) Se fores, eu espero. A vida sem ti não tem sabor”.

Mais sobre mim

foto do autor